quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Chega! Eu não sou super...

Sabe quando dá aquela vontade de jogar tudo para o alto e sair gritando "Chegaaaaaaaaaaaa"? Então? Chega! Eu não sou perfeita! Chega! Não aguento mais tanto trabalho! Chega! Eu não quero assumir outra responsabilidade! Chega! Não estou nem ai para a grana! Chega! Eu não estou sempre de bom humor! Chega! Eu quero bem mais da vida! Chega Eu não acerto sempre! Chega! Eu tenho o direito de estar deprimida!

Pessoas como eu, ou como as outras pessoas me enxergam, estão sempre sobcarregadas. Acabam sempre com a responsabilidade de ser o lado forte de todas as relações. Sempre estão fazendo milhares de coisas e sorrindo para todo mundo. Não tem tempo ruim. Não tem nem chance, as vezes, de parar e respirar.

A verdade é que sou uma pessoa qualquer. Eu não sou uma super mulher. Não sou super nada. Sou comum e quero ter o direito de ser comum. Gosto dos desafios, mas quero ter a chance de dizer não. Aliás, dizer não, de vez em quando, é ser mais super do que dizer sempre sim. Dizer não é respeitar a si mesma e os meus limites. E dizer não sem culpa é a grande questão.

Poucas pessoas conhecem o meu lado sombrio. Poucos amigos sabem que eu choro de tristeza e desespero. Muitos poucos já viram eu com a calça velha de moleton e a camiseta surrada, a cara inchada, o nariz escorrendo e a voz embargada. Eu quero poder ficar assim mais vezes.

Quero ser fraca de vez em quando. Quero ser consolada em vez de consolar. Quero ouvir palavras amigas em vez de dizer. Quero ficar quietinha em vez de fazer barulho. Quero dormir sossegada o dia inteiro sem ninguém ficar cobrando porque eu não estou bem. Eu só quero ter o direito de, apenas por uns instantes, sair fora do mundo e entrar no meu mundo particular.

O meu mundinho perfeitamente desorganizado que é meu esconderijo pessoal. Eu quero ter esse direito. Chega de ser super. Chega de ser forte. Chega de ser perfeita. Eu quero poder errar e ninguém me cobrar. Eu quero ser apenas eu mesmas, com todas as delícias e desilusões que isso possa trazer.

Estar de cara lavada, roupa surrada e pés descalços e mesmo assim me achar sexy, linda e maravilhosa. Mandar alguém ir catar coquinho ou dizer " Ema, ema, ema cada um com seus problemas" e não ser chamada de insensível, mal educada ou dizerem que eu mudei. É. Sim. Mudei. Cansei e agora chega!

Tô ocupada demais com a minha vida, meus sentimentos, meus problemas e, se quiser, deixe recado após o sinal, mas olha não dou nenhuma garantia de que vou responder a não ser que seja do meu interesse. E viva a teoria do desapego, do dizer não sem culpa e do olho por olho, dente por dente.

Por que? Só eu não posso ser egoísta de vez em quando? Olhe para você mesmo antes de me criticar e pense quantas vezes você faz o mesmo... Não precisa responder. Apenas refletir e seja muito feliz. Daqui a pouco essa fase passa e aí eu já perdi a chance de viver para mim.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Teorias sobre a confiança

Confiança é um sentimento que não surge. Ele vem aos poucos e vai ficando forte com o passar do tempo. Ou ele se perde no meio do caminho e fica quase impossível resgata-lo. Muitas vezes a gente tenta, tenta e tenta mais uma vez só para não perder de vez e mesmo assim não adianta.

Confiar em alguém é uma grande demonstração de amor, carinho e respeito. Confiar é saber que não importa o que aconteça, aquela pessoa, nuca vai te trair. Não fala de traições carnais. Mas sim das espirituais e emocionais. É poder falar a verdade em qualquer circunstância e não ser julgado por isso. É saber que sua verdade nunca saíra. Nunca vazará.

Confia-se em pessoas que fazem por merecer. Confia-se quando se sente um sentimento verdadeiro de lealdade e proteção. Confia-se quando se sente amor. Confia-se quando se pode confiar.

O problema é que leva-se muito tempo para se confiar em alguém e apenas alguns segundos para se perder a confiança. E não existe sentimento mais doloroso do que a traição de uma confiança. Não existe nada que machuque mais do que pensar que aquela pessoa que você confiava, acreditava e na qual era capaz de apostar toda as suas fichas, de repente botou tudo a perder.

Existe segunda chance quando se perde a confiança? Pode até ser. mas que demora muito tempo, isso demora. E as vezes não se tem, nem tempo, nem chance de voltar a confiar. As vezes o caminho é tão tortuoso e as feridas tão dificeis de cicatrizar que nunca se consegue resgatar a confiança.

Merecer a confiança de alguém é algo nobre. E nunca, de forma alguma, deve ser posto fora. Pense nisso dá próxima vez que estiver pegando uma estrada, sem volta, antes de trair quem confia em você.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SISU vai toma no #%@!!

Hoje eu acordei ás 5:40 da manhã. Fiz um xixi e liguei meu computador. Isso para poder me inscrever no tal SISU. O SISU é o sistema que o governo federal criou de seleção unificada para as vagas nas faculdades federais que aderiam o enem como única forma de ingresso na faculdade.

Pois é. Depois de toda minha história triste com as "burrocracias" para conseguir a transferência nada feito. Então fiz o Enem para terminar seis matérias que me faltam.

Mas voltando ao dia de hoje, o site entrou no ar as 6:03 da manhã e nesse momento começou a minha luta para acessar o sistema. Sim. Desde as seis horas da manhã e sabe eu consegui? Nada absolutamente nada. São milhares de pessoas tentando fazer sua inscrição. Isso porque um dos critérios de desempate é a ordem de inscrição.

Será que com esse critério de desempate mais o número de concorrentes eles não previram que daria problemas de congestionamento? Será que os organizadores do site não pensaram que seria necessário um excelente servidor? Será que o ministro merecia esmo o prêmio? Ou será que o dinheiro que deveria ter sido investido parou nas cuecas ou meias de alguém? Ah! Já sei! Ele foi parar no Haiti pro Lula pagar de bom moço...Mas essa é uma outra história.

A questão é que estou a oito horas tentando. Duas amigas também me ajudam na luta e nada. Falta de respeito isso!



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais uma premiação...

Fui selecionada para participar de mais uma antologia... Dessa vez de crônicas... Então para reviver aproveita aí para reler a crônica selecionada...

Sou marciana, e daí?

Eu confesso. Sou marciana. Nasci em outro planeta e vim muito pequena pra Terra. Como uma forma de experiência me mandaram pro Brasil. Já que todos meus irmãos E.T.s sempre vão pros Estados Unidos e ficam presos na área 51. Então como forma de me deixar próxima dos maninhos, embora longe fisicamente, me implantaram numa filha gaúcha, na capital cujo o DDD também é 51.

Me adaptei bem a maioria das questões humanas e brasileiras. Aprendi a amar a minha terra, tomar chimarrão, ter orgulho da Revolução Farroupilha e ter uma pontinha de intenção separatista. Isso como gaúcha.

Como brasileira aprendi que pra tudo tem um jeitinho, que futebol, samba, cerveja e bunda são paixões nacionais. Descobri que batalhar, correr atrás de sonhos, acordar cedo e ser vencedor são características desse povo que sofre por não saber fazer boas escolhas políticas. Porque não existe paisagens mais belas que as dessa terra e nem povo mais hospitaleiro e simpático. É meus irmãozinhos que estão em outros cantos do mundo dizem que tenho sorte. E acho que tenho mesmo.

A única coisa que não consigo me adaptar e que continuo me sentindo uma extra terrestre é com a questão das celebridades. Nesse ponto continuo vivendo em Marte. Nunca sei quem são os famosos da vez, as novas bundas e peitos da TV e muito menos os novos hits do momento. Sou capaz de passar na rua por celebridades antigas e não reconhecer. Imagina as novas.

Já até aconteceu. Estava eu indo cortar as jubas. Na época minha cabeleireira trabalhava num hotel famosinho de Porto Alegre. Tinha um certo alvoroço na frente, mas nem dei bola. Entrei no hotel e fui caminhando por salão. Nisso passa 4 meninos e uma menina, todos sorrindo. Ela me deu oi e eu retribuí sem saber de onde os conhecia. Cinco minutos depois soube que eu tinha cumprimentado a Luana Piovanni. E os quatro meninos nada mais eram do que Thierry Figueira, Marcelo Faria, Pedro Vasconcelos e um outro que nunca lembro o nome. Estavam lá em turnê com a peça dos três mosqueteiros.

Outra vez na praia. No Rio. Tô bem sentada e do meu lado uma dessas bundas famosas. Não me pergunta qual que não tenho nem idéia. No dia até fiquei sabendo, mas depois esqueci de novo. E no calçadão? Vários famosos desfilando e eu só me dou conta quando depois vejo alguém correr e pedir autógrafo. Porque até então eu estou concentrada tentando pensar de onde eu conheço.

Agora, imagina hoje, que a cada dia aparece uma nova celebridade instantânea. Não tem como saber quem são, o que fazem e de onde vem. Elas estão lá. Aparecem e desaparecem e acredito que sejam insignificantes demais pra arquivar em meu HD. Tenho muitas outras informações mais relevantes. Muitos fatos marcantes, muitas histórias vividas e pessoas que realmente valem apena ser arquivadas.

Não sou uma total alienada do mundo das celebridades instantâneas. Elas passam pelos meus olhos. Mas se alguém me perguntar amanhã não tenho a menor noção de quem sejam. Olho, dou risada e deleto. Amanhã vai ter uma nova mesmo...

Sou marciana sim. E daí? Com tanta coisa pra me preocupar o que me interessa a quantidade de silicone de uma, a bunda de outra ou a “melhor banda de todos os tempos da última semana” ?

Os Titãs acertaram em cheio naquela música.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sem pagar imposto para chorar...

Ok. Todo mundo sabe que eu não pago imposto para chorar. Certo. Eu confesso choro até em comercial de televisão. Mas no sábado eu me lavei. Sabem esses momentos especiais na vida das pessoas? Tipo casamentos, formaturas, noivados...? Então. Era o momento especial de alguém. Na verdade de vários alguéns. Muitas pessoas importantes que passaram pela minha vida e que deixaram um pouquinho de cada um.

Era a formatura da minha turma da faculdade de jornalismo. Aquela turma. A melhor turma de todas. A turma mais intensa que eu já vi ou ouvi falar. Cada um que ia pegar seu diploma me faza chorar mais. Era um filmisinho passando, tipo flashback, de vários momentos. Das dificuldades de cada um para estar ali. De histórias de vida que se misturaram a minha. Foi muita, muita emoção mesmo.

Para vocês meus eternos colegas, agora JORNALISTAS, só quero desejar todo, mas todo o sucesso na vida. E dizer que sou fã incondicional de cada um de vocês. Parabéns pela conquista!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

LUTO

Eu ia escrever sobre uma coisa bonitinha. Um encontro de amiguinhas que não se viam há dez anos. Eu ia falar de risadas, mudanças de comportamentos, histórias de vidas e tudo mais que esses reencontros tem de legal. Mas não dá. Não da para falar de nada disso nesse momento.

Mais uma vez a gente vê uma tragédia. Mais uma vez a natureza cobrando a sua conta. De novo algo horrível acontece. Infelizmente mais mortos. Não quero falar. Perdi a graça. Estou triste. Talvez para muitos não faça o menor sentido essa minha consternação.

Meus mais sinceros sentimentos as famílias dos militares que estão no Haiti. Muita força nessas horas dificeis de agonia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Demasiadamente Nostalgica

Houve um tempo, quando eu ainda era solteira, que não havia um final de semana que eu não ia no Barbazul. Mas eu não ia um dia do final de semana eu ia de quinta a sábado. Ia com uma amiga, com outra ou até mesmo sozinha, porque não importava. Chegava lá e sempre tinha uma turma de conhecidos. Alguns que nunca deixaram de ser amigos de bar e outros que viraram amigos para sempre.

Chegava no Barba, como se chega na própria casa. Cumprimentando do porteiro ao gerente. Chamando todos pelo nome. Nada de filas, um lugarsinho especial e reservado na pista de dança de onde se via tudo que acontecia por lá. Sabia o código para chamar a atenção do dj, pedia musicas e muitas vezes enchia o saco dele para ligar o ventilador.

Era divertido. Vi de tudo lá. Conheci pessoas de várias nacionalidades, de vários estados , dos lugares mais estranhos do estado. Vivenciei histórias incríveis de amor, ódio, amizade e traição. Situações inusitadas, cómicas e dramáticas. Dancei muito, ri muito, tomei vários porres e já chorei também por lá. Muitas das melhores histórias da minha vida tem com cenário principal o Barba. Com certeza não daria um livro e sim uma triologia.

Lá eu conheci amigas. Lá eu conheci um namoradinho holandês, que era uma delicia, mas que a gente não se entendia. Nos comunicávamos por mímica e mails. Os mails graças a ferramenta de tradução do google. Não durou muito. Ele queria me levar para a Holanda e eu queria continuar dançando no Barba.

Foi no Barba, também, que conheci meu marido. Numa noite qualquer. Numa festa qualquer. Com uma musica qualquer. Continuei dançando no Barba, mas com menos frequência. Agora cada vez que viemos a Porto (estou de férias por aqui) vamos lá.

No sábado fizemos isso. Fomos para o Barba com a Tati. Uma das personagens principais de todas as aventuras vividas lá. Estava vazio. O porteiro era outro. O gerente não estava e os barmans e garçons são todos novos. Lá pelas tantas outro amigo, daqueles tempos, chegou.

O Barba ainda está lá. Não é mais o mesmo. As pessoas que trabalham lá não são mais as mesmas. O pessoal que frequenta também mudou. Mas ele ainda está lá. Para numa noite qualquer a gente ir, se divertir, dançar, beber demais e dar risada a noite toda. Lembrar de tantas coisas boas, de tantas histórias e, no final, sair de lá achando, que mesmo vazio, valeu muito a pena.

Mesmo que hoje em dia seja mais difícil curar a ressaca. Mesmo que eu não tenha mais pique para ir duas noites seguidas, mesmo que eu seja casada, mesmo que eu não encontre toda a turma por lá. Mesmo que a quantidade de sangue hoje, seja maior do que a de álcool. Não interessa. O Barba sempre será o Barba. Sempre será a nossa casa e o cenário de várias novelas das nossas vidas.

Só falta uma coisa hoje em dia no Barbazul. Um banquinho da saudades. Para o pessoal da antiga descansar quando as pernas não aguentam mais. Afinal de contas a maioria de nós já virou balzaquiano e não tem mais o mesmo pique... Mandarei a sugestão para o departamento de atendimento ao cliente. Será que eu ainda conheço alguém que trabalhe lá?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O melhor presente do mundo

Mais um dia dos namorados sozinha. “É só uma data comercial”, pensou ela enquanto caminhava para casa e reparava as pessoas andando na rua. Algumas com presentes nas mãos. Flores, caixas de bombons, embrulhos, cartões. Pessoas que falavam ao telefone com emoção, com voz de criança e cheias de risinhos bobos. Outros andavam cabisbaixos, chateados, como se estivessem numa depressão profunda.

Não tinha nenhum programa especial para aquele dia. Afinal, não tinha namorado. Também não queria ficar em casa pensando nos por quês de todos os anos estar sozinha nessa data. Parecia sina. Era só ir chegando o mês de junho que ou ela terminava um romance, ou eles lhe davam um pé na bunda.

Ligou pra uma amiga solteira. Em depressão. Tentou a segunda: chorava. Desistiu da terceira e resolveu ir sozinha ao cinema. Ela não era a única pessoa só naquele dia e com certeza outros solteiros também pensariam em ir ao cinema.

Chegou em casa. Tomou banho, jantou e pegou o encarte do jornal. Olhou os filmes anunciados. Nem pensar em assistir comédias românticas. Escolheu um filme de suspense. Se arrumou e foi.

No shopping todos se amavam. Eram casais pra todos os lados. Olhando vitrines, escolhendo presentes, jantando nas praças de alimentação. “Só porque é dia dos namorados toda essa gente se ama. Amanhã voltam a se matar, a terem discussões, a serem pessoas normais”, não conseguia parar de pensar como era incrível o que uma data causava nas pessoas.

Na fila do cinema nada de diferente. Uma enorme pra assistir as comédias românticas. Só casais. Todos melosos e cheios de amor pra dar. Outra fila menor. Só solteiros pra olhar o filme que ela mesma tinha escolhido. Reparou que o número de homens na fila era maior que o de mulheres. “Sim... Eles nunca ligam pra essas coisas mesmo. Pra eles tanto faz passar o dia dos namorados sozinhos. Mulheres é que são sensíveis demais e sofrem com isso. Como eu queria ter menos hormônios femininos”.

Comprou pipoca, refrigerante e umas balinhas. Escolheu um bom lugar, na parte superior da sala, e se sentou esperando a sessão inciar. Reparou nas pessoas que entravam na sala. Poucos casais. Muitos solteiros. Poucas mulheres, muitos homens. Alguns em bando. Foi um desses bandos que sentou em sua fileira.

O filme era melhor do que ela realmente esperava. Esqueceu do dia dos namorados e se concentrou no filme. Ali parecia que o mundo voltava ao normal. Que não existia na rua milhares de casais fazendo juras de amor eterno. De repente algo começou a chamar sua atenção. O menino ao seu lado não parava de olha-la. E quando ela virava o rosto, ele, rapidamente, virava pro outro lado.

Na saída do cinema ele chegou pertinho dela. Tentou puxar papo: “Gostou do filme?”. Ela ignorou a conversa e continuou andando. Pensou um pouco no que estava fazendo. O que teria a perder? Nunca tinha passado o dia dos namorados com alguém e talvez essa fosse sua chance. Desacelerou o passo. Esperou que ele se aproximasse novamente e respondeu : “adorei e você?”.

Começaram a conversar. Bater papo. Resolveram tomar uma cerveja juntos. Riram das teorias sobre o dia. Falaram da vida, profissões, relacionamentos, coisas sem nexo e sentimentos. Ele convidou pra esticarem numa danceteria. Ela topou.

Depois do cinema, do bar e da festa voltou pra casa apaixonada. Não tinha um namorado, ainda, mas sentia que um novo amor começava a surgir em sua vida. Foi seu primeiro dia dos namorados acompanhada. Foi a primeira vez que sentiu que valia a pena estar com alguém naquele dia. E ganhou o melhor presente de todos do mundo: o amor.

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Bem antiguinho esse... Mas tá valendo... Entrando em férias daqui a 20 minutos!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

ODEIO

Eu odeio quando desapareces. Odeio quando estás de mal humor e quando não me da trela. Odeio quando foges e mais ainda quando não atendes o celular. Odeio quando não me dá bom dia e odeio essa sensação de espera. Odeio querer te ver e não poder. Odeio saber onde estás e não ter uma desculpa para estar também. Aí como eu odeio...

Eu odeio essa necessidade que criastes em mim de te necessitar. Odeio o modo como me comporto contigo e odeio o mal humor em que fico quando vais embora. Odeio a culpa que me fases sentir. Enfim, eu odeio, odeio e odeio.

E de tudo o que mais odeio é saber que não posso ir além. É saber que nada vai mudar e que só o tempo para apagar as marcas da tua passagem. Saber que de nada adianta eu odiar, porque no fundo para sempre vou te amar.

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Ficou meio que uma imitação da lista do filme "Dez coisas que eu odeio em você"... Não era a intenção... Mas foi o que aconteceu. Enfim, fazer o que se eu realmente ODEIO...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Primeiro amor...

Que o mundo é pequeno e dá voltas todo mundo sabe. Mas ela confirmou essa teoria naquele dia. O namorado novo da melhor amiga, ali, na frente dela, falando que o primo era o primeiro amor dela.

- Bah, eu tive um colega na escola, na quarta série, com o teu sobrenome, o Lucas...

- Tu estudou no Sagrado, né?

- É...

- É o meu primo. Mora do lado da minha casa.

Foi o primeiro amor dela. Na quarta série. A primeira vez que ela sentiu dor de barriga por um menino. O primeiro fora. A primeira frustração e as primeiras lágrimas de desilusão. Sim, com dez anos. Ela gostava dele e ele gostava da outra colega. Ela namorava ele, mas ele óbvio não sabia. E ele namorava a outra colega que, logicamente, também não sabia. Tudo assim. Lindo e platônico. Bem como são as paixões infantis.

Acabaram marcando um churrasco na casa do namorado da melhor amiga para ela encontrar o ex coleguinha. Iriam dar risada daquela coincidência. Eram adultos agora. Maduros. Fazia dez anos e eles já sabiam o que era o amor de verdade. Com a sabedoria dos vinte anos iria ser legal o reencontro. Além do mais, ela havia tido várias experiências amorosas, e ele, provavelmente, também. Estava solteira, mas não tinha como se apaixonar de novo por ele. Então por que estava tão nervosa?

Levou horas no banho. Depois mais horas para escolher a roupa certa. Um churrasco entre amigos. Poucos amigos. Não era uma festa. Tirou o pretinho básico, colocou uma calça de brim e um moletom. Tirou o moletom e colocou uma blusa com decote ousado. Trocou o tênis por um sapato de salto. Tirou o salto e colocou uma sandália. Maquiou-se. Prendeu os cabelos. Soltou.

Chegou ao churrasco com as pernas tremendo. Ele ainda não havia chegado, o que de certa maneira foi um conforto. Afinal, teria tempo para beber alguma coisa e se soltar um pouco. Enquanto conversava com sua amiga nem percebeu a chegada dele. Ou viu aquele cara entrando e nem se deu conta que poderia ser ele.

Todo sujo de lama, fedendo a bosta de cavalo e com umas roupas surradas. O namorado da amiga a chamou. Meio sem graça, chegou perto do indigente, e percebeu que era seu primeiro amor. Ele deu um sorriso largo, daqueles gostosos e descontraídos e disse que ia tomar um banho para poder dar um abraço nela. “Melhor assim”, ela pensou.

Depois de meia hora ele voltou. Lindo. Um príncipe. Os anos só tinham feito bem a ele. Um homem alto, com um porte atlético, cabelos dourados, lisos e olhos azuis da cor do mar. Nada parecido com o indigente que tinha aparecido antes e muito melhor do que a lembrança da infância. E o abraço fez as pernas dela bambearem igual vara verde.

Tudo o que ele falava encantava ela. Estava estudando veterinária e criava cavalos. Tinha se atrasado em função do parto de uma égua. Contou algumas aventuras e peripécias da vida e falaram horas sobre os tempos de escola. No fim do churrasco trocaram telefones e combinaram um passeio à fazenda no fim de semana. E ela chegou em casa sentindo a mesma dor de barriga da quarta série.


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Tô começando bem 2010 tentando manter a promessa de escrever, pelo menos, três vezes por semana, por aqui.

Esse conto é antigo. Usei em alguns concursos mas ele não foi premiado. Então agora já posso postar.

Um excelente 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009 se vai... 2010 vem!

A mensagem é para a rádio... Para entrar no ar a meia noite em ponto... Mas os desejos são extensivos a todos vocês que vagueiam por aqui de vez em quando... Mas antes obvio, uma analise reflectiva e totalmente egoísta de 2009.

2009 se finda. E no fim de tudo foi um ano muito bom. De mudanças, adaptações e novas oportunidades. Foi o ano em que aprendi o real conceito da palavra paciência. Que aprendi que muitas vezes precisamos deixar coisas para trás para poder se viver. Foi em 2009 que, pela primeira vez, realmente me senti adulta. E o mais importante descobri que todos os conceitos e as moralidades vão para o ralo na hora que se sente com o coração. Sou mais racional do que antes. Mas ao mesmo tempo percebi que a vida é muito curta para deixarmos os impulsos passarem. E que se não for assim a mesmice te mata. Me descobri. 2009, definitivamente, foi o ano em que me descobri. Dos limites às necessidades. Das vontades às inutilidades. Das carências aos exageros. Obrigada 2009. Muito obrigada por tantas oportunidades. Muito obrigada por tantas conquistas. Muito obrigada pela minha vida. Pelo meu mundinho perfeitamente imperfeito. Pelos meus impulsos racionais. Pelas minhas descobertas. O ano se finda e deixa saudades. O ano que vem raiando me promete coisas muito melhores ainda. E tenho certeza que estarei preparada para todas as pedrinhas no sapato. Pois afinal foi por causa de todas elas que construí meu castelinho desorganizado para onde todos os dias volto e agradeço por quem sou. E eu sei quem sou. E se antes eu já gostava de mim, depois 2009 tenho mais orgulho ainda ...

E enfim, vamos a mensagem de Ano Novo, que eu falei lá no início, que vai estar entrando em milhares de casas a meia noite do dia 31, para quem sabe, trazer novas esperanças a todos!!!

É meia noite. Hora de brindar um novo ano! Abrace os seus. Beije o seu amor. Sorria para todos. Encha sua casa de energia positiva.

Não importa o seu credo. O que importa é acreditar que um ano novo começa e que 2010 pode ser diferente. Melhor do que o ano que vai saindo de fininho nesses segundos de alegria.

Abra mão do velho para que o novo possa entrar em sua vida. Deixe as magoas, as dificuldades, os problemas e as desavenças sairem pela porta de sua casa junto com o ano que se finda. Abra bem os olhos, o coração e a mente para 2010, para as coisas boas, para tudo que esse renascer pode te trazer.

Todo ano é um renascer. E é de esperança que essa passagem se faz. Não deixe pequenas coisas atrapalharem seu recomeço. Recomece agora! Comece tudo de novo se for preciso. Deixe a esperança te contagiar e agarre com todas as suas forças essa nova chance!

Para 2010 ser o seu ano, só depende de você. Pense positivo. Corra atrás de seus objetivos e acima de tudo acredite em você!

Que 2010 seja o seu ano! Com muita saúde, paz, amor, sucesso e oportunidades para você !

Que 2010 seja o ano. O ano da esperança. O ano da mudança. O ano da vitória!

É o que deseja para você toda a equipe da Rádio Navegantes FM!

Feliz 2010!!!!

Desejo que 2010 seja o seu ano! Que você conquiste tudo que quer e que, principalmente tenha orgulho de sim mesmo!!!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Nem tudo sempre faz sentido...

Como as coisas nem sempre fazem sentido, e não tem porque elas fazerem, lembrei dessa música, da Fernandinha Abreu que tem tudo haver com um momento bem recente da minha vida e que talvez traduza em melodia o que se passa na confusão do meu mundo perfeitamente imperfeito. E como eu gosto dele, e como eu desejo e quero... Coisas exóticas, como diria minha amiga Graci, sempre fizeram a minha cabeça e como tem coisas que nunca mudam... O medo do novo, o desafio, o tesão que dá... Não tem como esconder, não dá para disfarçar... Exala pelos poros e que venham as conseqüências e paixões... Afinal só se tem uma vida e tudo muda o tempo todo no mundo, como diria o Lulu... É tudo isso que quero, que persigo e que considero importante. Sem conceitos moralistas, sem paranóias, sem o blá blá blá de sempre. O novo, o desafio, o medo o frio na espinha, a adrenalina, o tesão, a paixão... Como eu quero...

Você Pra Mim

Fernanda Abreu

Composição: Fernanda Abreu

É incrível a nossa história
Sem nenhuma prova concreta
Só palavras, que voam com o vento
Imagens que eu guardo na memória

Um segredo inviolável
De uma paixão inflamável
Mas que nunca incendeia
Nem em noite de lua cheia

Às vezes passo dias inteiros
Imaginando e pensando em você
E eu fico com tantas saudades
Que até parece que eu posso morrer

Pode acreditar em mim
Você me olha, eu digo sim
Mas eu nem sei se sofro assim
O que eu quero é você pra mim


Hora de por a casa em ordem...

Então é Natal. Em uma semana será ano novo. Sempre nessa época do ano limpamos, organizamos e reformulamos a casa, o corpo e a mente. Tudo que não presta vai para o lixo. Ideias, projetos e sentimentos. Tudo reformulado, reprojetado ou jogado fora de vez para que o próximo ano comece com o pé direito.

Estou fazendo isso. Abrindo espaço para o novo, me vendo livre de preconceitos, projetos antigos e engavetados e abrindo meus horizontes. O ano de 2009, em seu resumo foi muito bom, mas 2010 está batendo a porta e já vem mostrando na sua cara que será muito melhor. Papai Noel me trouxe vários presentes antecipados então só posso agradecer.

Desejo que todos tenham um excelente Natal. Um Papai Noel bem gordinho de amor, paz, saúde e novas ideias. Que 2010 seja um excelente ano e que traga muita esperança a todos. Sejam felizes e renovem as baterias nas festas de final de ano!


domingo, 20 de dezembro de 2009

Brasil - Argentina - Praguai

Não dá para deixar de dividir com vocês a nossa aventura entre Brasil, Argentina e Paraguai vivida nesse final de semana.

Tudo começo há umas duas semanas quando descobri que pela bagatela de 50 reais eu e o maridão, poderíamos ir e voltar, em um ônibus daqueles de dois andares, chiquérrimos da Argentina, de Posadas e depois pegar um outro "coletivo" e atravessar para Encarnacion.

Então na sexta feira fomos até Santo Tomé e compramos nossas passagens de ida e volta. Passamos na Aduana e perguntamos o que precisaríamos para ir até Posadas. O homensinho da Aduana disse que só identidade e fazer a migração avisando que iamos a Posadas. Nossa passagem era para o ônibus das 7:55, que para a gente é 8:55 já que eles não tem horário de verão.

No sábado acordamos as 6:50. Tomamos café, botamos o lixo para a rua. Pegamos o carro e nos fomos rumo a Aduana. Preenchemos a papelada e as 8:36 brasileiras, 7:36 argentinas estavamos na rodoviária prontos a embarcar no "coletivo". Oito horas da manhã e nada do busão. Perguntei a vendedora de passagens e ela justificou que por ser período de férias os ônibus estavam atrasados.

As 8:40 o coletivo chegou. Haviam 5 pessoas para embarcar. Nós e mais três argentinos. Inclusive uma menina que tinham chegado a 5 minutos na rodoviária e acabado de comprar o passagem. O ônibus só tinha 3 lugares e entraram os três argentinos e nos deixaram do lado de fora. Na maior cara de pau fizeram isso. Foi um desrespeito enorme. E pior que queriam nos empurrar um outro coletivo que sai uma hora depois. Brigamos, gritamos, xingamos e conseguimos nosso dinheiro de volta. Fui para o carro já quase chorando, afinal era a nossa viagem para comemorar uma ano de casados.

Mas o maridão é o maximo. (Acho que foi por isso que casei com ele) e disse que iríamos e carro. E lá nos fomos nós. Indignados e entendendo porque os argentinos tem bem mais que nós. Bem mais que se &*@#$!!! Na ida fomos todo tempo comentando da falta de respeito e do preconceito que passamos. Bem indignados, porque ser maltratado pelos correntinos ( Santo Tomé faz parte da Província de Corrientes) é algo normal. Eles fazem questão de deixar bem claro que não gostam de nós, mesmo sendo a gente que sustente cidade deles.

Depois de 146 Km e duas horas de viagem chegamos a Posadas. O calor era insuportavel. Estava em torno dos 39 graus mas a sensação térmica no sol era de 50 graus. A fila de carros para atravessar para o Paraguai era gigantesca. Provavelmente uns dois kms. Estacionamos o carro. E fomos nos informar. Dava para ir a pé até a saída da argentina e lá pegar um onibus que ia até o centro de Encarnacion. Fizemos isso. Caminhamos até a Migração. Aí começou a diversão.

Depois de passar pelos agentes. Fomos pegar o tal coletivo. Sabe aquelas cenas de filme americano que mostra uma ponte para o México e as pessoas caminhando de um lado para outro na ponte e se atirando nos ônibus??? A cena era mas ou menos assim. Conseguimos entrar e aí passamos a ponte. Depois disso o ônibus para e aí fazemos a Migração no Paraguai. Os paraguaios desde o início se mostraram mais educados e simpáticos que os Argentinos. Subimos no coletivo novamente e aí fomos rumo ao centro de Encarnacion.

A cidade é bem pobre. E o rio Uruguai tomou conta de boa parte da parte baixa. Para ter uma noção no meio das ruas existem sacos de areia que formam mini pontes para se passar de um lado a outro e poder olhar todas as lojinhas. São milhares delas e no meio da ruas um monte de camelos todos cobertos com toldos formando uma grande passarela para o pessoal suportar o sol.

Após 4 horas batendo perna, entrando e saindo de lojinhas e comprando algumas muambinhas estavamos muto cansados, com dores por todo o corpo e completamente salgados e melados. Aí resolvemos fazer a o trajeto de volta para casa.

Nosso maior medo era a Aduana. Não que a gente tenha feito tanta compra que extrapolasse a conta, mas pelas inúmeras histórias de policiais argentinos que ouvimos por aí. Mas que nada foi super tranquila e já planejamos uma nova ida para lá... Mas no inverno!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Propaganda Básica

Então... Uma das promessas para 2010 é voltar a escrever, pelo menos, três vezes por semana por aqui.

Ultimamente a vida anda corrida. Rádio, enem, vontade de faze mil coisas e acaba dando para fazer apenas 100... Faz parte. Mas a vida continua. O problema é pensar nas mil coisas... De tanto pensar não sobra tempo para fazer as outras novecentas...

Mas além de me desculpar com meus amigos e leitores quero informar e fazer uma propagandinha... hahahahah

O livro " Festa surpresa" acabou de sair do forno. Ele é uma produção da Via Literária, que organizou o concurso de Contos de Porto Seguro. É uma antologia. E entre os tantos contos está o meu "Carla" que foi selecionado.

Tô faceira. Ainda não é um livro só meu, mas tem meu nome lá. Bacaninha, não?!

Então, quem quiser adquirir o livro, eu como autora (olha que chique!!!) Posso fazer os pedidos mais baratos. Interessados deixar comentários, scraps, mails ou sinais de fumaça que passo as coordenadas...

Eles estão vendendo a 40 reais mais as custas de envio pelo correio. Eu consigo os livros à R$ 25,00...

Enfim, sinais de fumaça e pedidos serão super bem recebidos... hahahahahha